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Adaptação transcultural do “Pelvic Girdle Questionnaire” (PGQ) para o Brasil

Luan César Ferreira Simões; Andrea Lemos; Luci Fuscaldi Teixeira-salmela; Elaine Lima Silva Wanderley; Raphaela Rodrigues de Barros; Glória Elisabeth Carneiro Laurentino

Pelvic Girdle Questionnaire (PGQ) possui boa confiabilidade teste-resteste, consistência interna e validade de construto. O instrumento é composto de 25 itens distribuídos em duas subescalas (atividades e sintomas). Objetivo: Adaptar transculturalmente para a população brasileira o “Pelvic Girdle Questionnaire” (PGQ). Método: O processo de adaptação transcultural ocorreu em 5 etapas: tradução, retrotradução, análise do comitê de especialistas, Estudo Delphi e pré-teste. Um Estudo Delphi foi adicionado ao processo para a submissão do instrumento à opinião de 17 fisioterapeutas especialistas de diversas regiões do país. Resultados: A partir dos resultados da tradução e retrotradução foi desenvolvida uma versão do PGQ sintetizada em português. Durante a etapa do comitê de especialistas não foram observadas diferenças semânticas entre a versão sintetizada quando comparada à original. Após consenso de mais de 80% dos especialistas do estudo Delphi, a versão do PGQ-Brasil foi aplicada na população-alvo durante o pré-teste. Sem mais alterações, a versão final do PGQ-Brasil foi concluída. Conclusão: O PGQ-Brasil demosntrou-se bem adaptado para a realidade cultural da população brasileira, acrescentando-se, inclusive, o Estudo Delphi como ferramenta adicional para assegurar ainda mais a confiabilidade desse processo.

 

Estoma intestinal em pacientes com lesão medular: revisão sistemática da literatura

Ednalda Maria Franck; Carmem Mariana Ferreira; Cristina Carvalho da Silva; Ana Cristina Mancussi e Faro; Diana Lima Villela de Castro; Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos

O intestino neurogênico devido a lesão medular pode ser tratado através de métodos conservadores e não conservador (cirúrgico). O objetivo deste estudo foi buscar evidências sobre quais são as indicações e resultados do uso do estoma intestinal para o manejo da disfunção intestinal em pacientes com lesão medular. Trata-se de um estudo de revisão sistemática nas bases de dados COCHRANE, CINAHL, EMBASE, PUBMED e LILACS até setembro de 2015. De um total de 2158 artigos encontrados, 13 artigos constituíram a amostra do estudo e mostraram que os pacientes estavam satisfeitos com o manejo intestinal, após a confecção do estoma, trazendo melhoria na qualidade de vida.

 

Perfil social do paciente amputado em processo de reabilitação

Laís Batista de Lima; Viviane Duarte Correia; Arlete Camargo de Melo Salimene

Pensar no paciente amputado perpassa por necessidades que vão para além de sua reabilitação física. Enquanto processo integral, a reabilitação conta com a presença do (a) Assistente Social que se faz indispensável ao longo do tratamento, como forma de oferecer ferramentas que favoreçam a viabilização do gradativo processo de inclusão social frente à nova situação adquirida. Objetivo: Buscou-se através do presente estudo traçar o perfil social do paciente amputado atendido na internação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação/IMREA, da cidade de São Paulo/SP. Métodos: Trata-se de pesquisa retrospectiva; quantitativa no que se refere à compilação de dados e, qualitativa, enquanto uma análise com base na perspectiva materialista dialética. Para o desenvolvimento do presente estudo foi realizado um recorte do período de novembro de 2014 a julho de 2015 para análise dos prontuários. Resultados: Foram levantados dados oriundos do protocolo institucional de Avaliação Social, instrumento técnico-operativo do profissional, tais quais: idade; sexo; estado civil; renda per capita; região de procedência; grau de escolaridade; benefício previdenciário e se já teve acesso a tratamento de reabilitação em outro local. Conclusão: Esse trabalho traz a importância do profissional de Serviço Social enquanto parte integrante da equipe interdisciplinar para o processo de reabilitação do paciente amputado, contribuindo assim para um conhecimento do indivíduo em sua totalidade.

 

Efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento do ombro e no mapa termográfico de idosas submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama

Débora Melissa Petry; Gesilani Julia da Silva Honório; Keyla dos Santos; Saionara dos Santos; Clarissa Medeiros da Luz; Soraia Cristina Tonon da Luz; Marina Palú

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e clinicamente, as mulheres idosas apresentam um processo de reabilitação mais difícil. Objetivo: Avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento (ADM) do ombro e no mapa termográfico de idosas em pós-operatório de tratamento do câncer de mama. Métodos: Participaram 10 idosas, submetidas a tratamento cirúrgico para câncer de mama. A avaliação foi feita antes e após a intervenção através do goniômetro, para medidas de ADM, e da câmera termográfica Eletrophysics PV320T, para identificação da temperatura da região torácica. Utilizou-se o teste Wilcoxon e a correlação de Spearman, com nível de significância de 0,05. Resultados: As pacientes apresentaram melhora significativa da amplitude de todos os movimentos do membro comprometido, exceto a rotação interna. Ao comparar os valores de temperatura da avaliação com a reavaliação, houve um aumento da temperatura das regiões torácicas, sendo significativos apenas os valores da mama preservada. Ao comparar a temperatura da região preservada com a comprometida na avaliação, houve diferença significativa, já na reavaliação, ocorreu uma aproximação destes valores. A correlação entre o aumento de temperatura e ADM foi significativa para adução de ambos os membros e rotação interna do membro preservado, na avaliação. Conclusão: A intervenção garantiu resolução ou diminuição das alterações apresentadas no exame físico, melhora da ADM, aumento da temperatura das regiões torácicas, e correlação entre aumento da temperatura e ADM de adução bilateral e rotação interna do membro preservado na avaliação inicial.

 

Avaliação da força muscular respiratória e capacidade funcional em pacientes com fibrose cística

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Adriele Mascarenhas Araujo; Anna Lúcia Lima Diniz da Silva; Valdívia Alves de Sousa; Mansueto Gomes Neto; Micheli Bernadone Saquetto

Objetivo: Correlacionar a força muscular respiratória e a capacidade funcional em pacientes com FC. Métodos: Estudo transversal em adultos com fibrose cística. Os dados amostrais foram catalogados no Microsoft Office Excel 2007 e as variáveis analisadas pelo SPSS versão 20.0 através do teste t de Student e do coeficiente de Spearman. O nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes com fibrose cística (44,6 ± 19,0 anos), grande parte dos pacientes de FC (n=26) não apresentaram fraqueza da musculatura inspiratória (PImáx -90,7 ± 27,4 cmH2O). Não foi encontrada estatística significativa apenas entre os pacientes adultos e idosos. Houve correlação positiva entre PImáx, PEmáx e teste de caminhada de 6 minutos (TC6) nos participantes com fraqueza muscular respiratória e nos idosos. Houve diferença estatisticamente significativa entre as médias da distância percorrida no TC6 e das pressões respiratórias máximas com a média do que foi previsto para estas variáveis. Conclusão: Todos os grupos apresentaram limitação da força respiratória e da capacidade funcional. As correlações entre as pressões respiratórias com o TC6 foram baixas e pequenas nos adultos e indivíduos sem fraqueza muscular respiratória; moderadas à alta nos idosos; pequenas à moderada nas mulheres; pequenas e negativas nos homens; e, altas naqueles com fraqueza muscular respiratória. 

 

Equilíbrio e ajuste postural antecipatório em idosos caidores: efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia

Patricia Martins Franciulli; Gislene Gomes da Silva; Aline Bigongiari; Márcia Barbanera; Semaan El Razi Neto; Luis Mochizuki

O envelhecimento provoca uma série de alterações no controle motor do indivíduo e consequentemente nos ajustes posturais. Objetivo: Comparar o efeito da reabilitação virtual e cinesioterapia em idosos caidores no equilíbrio e no ajuste postural antecipatório dos músculos agonistas e antagonistas da articulação do tornozelo. Métodos: Participaram 24 idosos que foram alocados em dois grupos: 12 participantes no grupo reabilitação virtual e 12 participantes no grupo cinesioterapia. O protocolo foi realizado durante seis semanas, sendo duas sessões por semana. No grupo reabilitação virtual foi utilizado o console Xbox 360 comkinect e o jogo Your Shape Fitness Evolved. No grupo cinesioterapia foram realizados exercícios de equilíbrio e propriocepção. Resultados: Ambos os grupos apresentaram maior pontuação na escala de equilíbrio de Berg após a intervenção. Houve diminuição da ativação do músculo tibial anterior direito no alcance funcional após a intervenção realizada, e aumento da ativação músculo gastrocnêmio lateral direito na flexão de tronco após o treinamento. Não encontrou-se diferenças na ativação muscular entre os dois tipos de intervenção. Conclusão: Os protocolos cinesioterapia e reabilitação virtual foram eficazes na melhora do equilíbrio e na capacidade funcional de idosos caidores, não havendo diferenças entre os dois tipos de intervenção.

 

A FORÇA MUSCULAR CORRIGIDA PELA MASSA CORPORAL É UM PREDITOR MELHOR DA BAIXA FUNÇÃO FÍSICA DO QUE A FORÇA MUSCULAR ABSOLUTA EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA

Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Marcelo Augusto da Silva Carneiro; Paulo Ricardo Prado Nunes; Erick Prado de Oliveira; Fábio Lera Orsatti

Objetivo: investigar as contribuições preditivas e diagnósticas da força muscular (FM) e da razão da força muscular pela massa corporal (FM/MC) na função física de mulheres na pós-menopausa (MP). Métodos: este estudo transversal descritivo avaliou 49 MP sedentários (61,7 ± 7,9 anos). O peso corporal e a altura foram medidos com uma balança digital e um estadiômetro com uma escala fixa, respectivamente. A força muscular foi determinada utilizando um dinamômetro manual. Os valores das mãos (esquerda e direita) foram somados. A função física foi avaliada usando os testes de caminhada de seis minutos e short physical performance battery (SPPB) e um questionário de qualidade de vida (SF-36). Obteve-se uma medida composta da função física pela soma do Z escores (x-μ / σ) de cada avaliação individual (testes e questionário da função física) para fornecer um índice global da função física. Resultados: as análises de regressão linear indicaram que o melhor preditor da função física foi FM/MC [Beta do Z escore = 0,91 ± 0,07 (EP)] quando comparada a FM [Beta do Z escore= 0,59 ± 0,13 (EP)]. Os valores da curva ROC indicaram que a medida mais acurada da função física (P = 0,026) foi FM/MC [AUC = 0,91 ± 0,04 (EP)] quando comparada a FM [AUC = 0,75 ± 0,08 (SE)]. Conclusão: a força muscular corrigida pela massa corporal é um preditor melhor da baixa função física do que a força muscular absoluta em mulheres na pós-menopausa.

 

Adaptação transcultural do ABILOCO: uma medida de habilidade de locomoção, específica para indivíduos pós Acidente Vascular Encefálico

Patrick Roberto Avelino; Iza Faria-fortini; Marluce Lopes Basílio; Kênia Kiefer Parreiras de Menezes; Lívia de Castro Magalhães; Luci Fuscaldi Teixeira-salmela

O ABILOCO, específico para adultos pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), é um questionário para avaliação de habilidade de locomoção. Para sua aplicação na população brasileira, é necessário que seja realizada a sua adaptação transcultural. Objetivo: Realizar a adaptação transcultural do ABILOCO para uso no Brasil. Métodos: O processo de adaptação transcultural seguiu diretrizes padronizadas, sendo realizado em cinco etapas: tradução, retrotradução, síntese das traduções, avaliação pelo comitê de especialistas e teste da versão pré-final. A versão pré-final foi aplicada em 10 indivíduos pós- AVE, que responderam ao questionário e foram indagados sobre como interpretaram cada item. Resultados: O processo de adaptação transcultural seguiu todas as recomendações propostas, sendo necessários apenas acréscimos em dois itens, para possibilitar melhor compreensão. Resultados satisfatórios foram obtidos no teste da versão pré-final, uma vez que não houve nenhum problema quanto à redação e clareza dos itens ou ao objetivo do questionário. Conclusão: A versão final do ABILOCO, denominada ABILOCO-Brasil, demonstrou satisfatório grau de equivalência semântica, conceitual e cultural para uso em contextos clínicos e de pesquisa no Brasil. Estudos futuros devem ser conduzi¬dos para dar continuidade ao processo de validação do questionário.

 

Forças de reação ao solo durante a marcha de pacientes com linfedema de membro inferior

Isabel Forner-cordero; Fabianne Furtado; Juan Cervera-deval; Arturo Forner-cordero

Embora distúrbios associados à marcha tem sido relacionados a pacientes com linfedema de membro inferior (LMI), a documentação das alterações no padrão da marcha (PM) não é feita de rotina. Em estudo preliminar, nós observamos que pacientes com LMI mostraram PM anormal o que pode ocasionar complicações biomecânicas como osteoartrite ou quedas, afetando diretamente a qualidade de vida. A análise do PM permite uma avaliação objetiva e é uma ferramenta útil para o seguimento desses pacientes na reabilitação. Objetivo: Analisar a força de reação ao solo (FRS) durante a marcha em pacientes com LMI. Método: Estudo experimental descritivo foi realizado com 23 pacientes portadores de LMI, uni ou bilateral, classificado como moderado ou grave. Em todos os sujeitos ambos os membros inferiores foram testados. Os pacientes caminharam sobre a plataforma de força e tiveram as componentes vertical, médio lateral (ML) e anteroposterior (AP) da FRS gravadas e analisadas. Resultados: Os pacientes dos grupos de linfedema unilateral, moderado e grave, apresentaram componente vertical da FRS semelhante a de adultos saudáveis. A componente ML da FRS foi menor no lado não afetado. Entretanto, nos pacientes com linfedema bilateral a velocidade da marcha foi significantemente reduzida. Curiosamente, o padrão da componente vertical da FRS mostrou-se aplainado, não caracterizando o típico padrão de dois picos. Finalmente, a maior componente ML da FRS sugere problemas de estabilidade da marcha. Conclusão: Os pacientes mostraram um padrão anormal da FRS, incluindo compensação do membro não-afetado. A variabilidade da FRS foi maior nos pacientes com linfedema unilateral grave. Linfedemas bilaterais geram menor componente de força AP. A duração da fase de apoio foi maior em pacientes com linfedemas bilaterais e graves.

 

Fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das academias da terceira idade

Daniel Vicentini de Oliveira; Maria do Carmo Correia de Lima; Luana Caroline Contessoto; Jean Carlos Cremonez; Mateus Dias Antunes; José Roberto Andrade do Nascimento Júnior

Objetivo: Analisar os fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das Academias da Terceira Idade (ATIs). Métodos: Participaram 115 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 67,5 anos (±6,42), usuários das ATIs. Foi utilizado um questionário sócio demográfico e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Resultados: A análise dos resultados foi realizada mediante abordagem de estatística descritiva e inferencial por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, com cálculo dos odds ratios brutos, análise de regressão logística binária, utilizando-se análise hierarquizada e um modelo final de regressão com cálculo dos odds ratios ajustado. Foi encontrada associação significativa do nível de atividade física com o sexo (p=0,004), nível de escolaridade (p=0,048), percepção de saúde (p = 0,046) e com a importância do exercício para a saúde (p < 0,001). Ressalta-se que a mulheres apresentaram um fator de proteção de 0,262, ou seja, possuem 73,8% de chance a mais de serem ativas/muito ativas em comparação aos homens. Além disso, os idosos que possuem percepção de saúde boa/muito boa e que consideram o exercício como importante para a saúde apresentaram um fator de proteção de 0,276 e 0,097, respectivamente. Conclusão: Diante dos resultados obtidos, conclui-se o sexo feminino, a alta escolaridade, a percepção de boa saúde e o conhecimento da importância do exercício para a saúde estiveram associados ao nível ativo/muito ativo de atividades física nas ATIs.

 

GRAU DE INCAPACIDADE FÍSICA NA POPULAÇÃO IDOSA AFETADA PELA HANSENÍASE NO ESTADO DA BAHIA-BRASIL: UM ESTUDO ECOLÓGICO

Carlos Dornels Freire de Souza; Tania Rita Moreno de Oliveira Fernandes; Thais Silva Matos; José Maurício Ribeiro Filho; Grayce Kelly Alencar de Almeida; Jefferson César Bezerra Lima; Adriana Rodrigues Sousa Santos; Bruna Ângela Antonelli; Denilson José de Oliveira

Objetivo: analisar o grau de incapacidade física na população idosa afetada pela hanseníase no estado da Bahia, entre 2001 e 2012. Métodos: Os dados referentes aos casos de hanseníase foram obtidos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Variáveis analisadas: sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, classificação clínica e operacional, grau de incapacidade física no diagnóstico e na alta. Foram calculados indicadores epidemiológicos relacionados à incapacidade física.Resultados: A hanseníase apresenta elevada magnitude na população idosa, com coeficiente de detecção de casos novos superior ao da população geral, situando-se em nível hiperendêmico. Quanto ao perfil epidemiológico da hanseníase em idosos, destaca-se: homens, faixa etária 60 a 69 anos, raça branca, baixa escolaridade, forma clínica dimorfa e classificação operacional multibacilar. 36,25% dos casos diagnosticados apresentavam incapacidade física no momento do diagnóstico, com destaque para o gênero masculino.Conclusão:A elevada proporção de indivíduos com incapacidades físicas no momento do diagnóstico sugere diagnóstico tardio e prevalência oculta da doença, sobretudo em indivíduos do gênero masculino.

 

Análise do desenvolvimento psicomotor e nível de atividade física de crianças em atividades físicas extracurriculares 

Maria Tereza Artero Prado; Thais Massetti; Deborah Cristina Gonçalves Luiz Fernani; Caroline Mariana Albertin Veríssimo; Maelis de Souza Romanini; Talita Dias da Silva; Mayra Priscila Boscolo Alvarez; Carlos Bandeira de Mello Monteiro

Objetivo:Avaliar o desenvolvimento psicomotor nas áreas de habilidades motoras globais, equilíbrio e estrutura corporal e nível de atividade extracurricular escolar. Método: A amostra foi constituída por 30 indivíduos de ambos os sexos de 6 a 10 anos de idade, divididos em dois grupos: Grupo Extracurricular Ativo e Grupo Extracurricular Sedentário. A coleta de dados incluiu a caracterização dos sujeitos, os dados antropométricos e os testes Development Scale Motor e a versão curta do IPAQ. As variáveis ​​foram expressas em frequências e proporções, sendo o teste de Shapiro-Wilk utilizado e o teste t de Student para determinar a significância estatística. Quanto aos dados não normais, utilizou-se o teste de Mann Whitney, que foi considerado estatisticamente significativo p <0,05. Resultados: Mostraram que a classificação de IMC / idade de ambos os grupos foi eutrófica (53,3%) e o restante (46,6%) apresentou sobrepeso. O grupo sedentário apresentou melhores resultados no desenvolvimento motor global, e o grupo ativo no esquema do equilíbrio e do corpo. Conclusão: As crianças que realizam atividade extracurricular apresentaram melhor desenvolvimento de equilíbrio e estrutura corporal, quando comparadas com aquelas que não o fizeram.          

 

Modelo de reabilitação hospitalar após acidente vascular cerebral em país em desenvolvimento

Thais Raquel Martin Filippo; Fabio Marcon Alfieri; Christiane Riedi Daniel; Daniel Rubio de Souza; Linamara Rizzo Battistella

Os serviços de reabilitação intensiva para os sobreviventes de acidente vascular cerebral (AVC) com tratamento padronizado são desejáveis porque esses programas de reabilitação contribuem para a melhoria funcional em contextos com menos recursos. Objetivo: Verificar se o programa de reabilitação hospitalar contribui para a melhora da funcionalidade em indivíduos com sequela de AVC. Método: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo dos primeiros (2009-2010) e últimos 100 (2014-2015) pacientes neurológicos consecutivos admitidos na Rede de Reabilitação Lucy Montoro (Unidade Morumbi). Para esta análise, os pacientes foram analisados no dia da admissão e no dia de alta, utilizando a Escala de Rankin modificada (mRS). Para a comparação dos resultados foi utilizado o teste t para amostras independentes. A análise intragrupal com base no mRS foi realizada com o teste não paramétrico de Wilcoxon. Por outro lado, a análise intergrupos utilizou o teste não paramétrico de Mann-Whitney. O nível de significância para todos os testes estatísticos foi p <0,05. Os resultados funcionais ≤ 3 na alta foram considerados favoráveis. Resultados: As Pontuações de Rankin modificadas (mRS) foram avaliadas imediatamente antes do início das terapias e na alta dos pacientes. O escore mRS mediano na admissão foi de 4 e 3 no momento da alta (p=0,0001), após 4 a 6 semanas no programa de AVC para ambos os grupos. Conclusão: O modelo de admissão em um serviço de reabilitação hospitalar que inclui terapias multidisciplinares promove ganhos funcionais em indivíduos com sequelas de AVC e ressalta-se que esses ganhos são obtidos em um curto espaço de tempo.

 

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