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PREVALÊNCIA DE DIFICULDADE DE LOCOMOÇÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Franciane Giaquini; Ezequiel Vitório Lini; Marlene Doring

Com o objetivo de identificar a prevalência de dificuldade de locomoção em idosos institucionalizados e sua correlação com o perfil clínico-funcional, realizou-se um estudo transversal com 191 pessoas com idade ≥ 60 anos residentes em 13 instituições de longa permanência para idosos de Passo Fundo, no ano de 2014. Utilizou-se um questionário estruturado, aplicado aos idosos ou aos responsáveis técnicos das instituições. Foram contempladas variáveis sociodemográficas, relacionadas à saúde e questões específicas sobre dificuldades na deambulação. Considerou-se dificuldade de locomoção a necessidade de qualquer ajuda ou apoio para caminhar, seja bengala, andador ou mesmo restrição ao leito. Realizou-se análise descritiva e bivariada dos dados. Para verificar a associação entre as variáveis categóricas foram aplicados os testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher a um nível de significância de 5%. A prevalência de dificuldade de locomoção foi de 50,3%. Utilizavam cadeira de rodas 41,7%, acamados 24%, andador 16,7%, bengala 14,6% e muletas 3,1%. Dos idosos com dificuldade de locomoção, 89,6% eram dependentes para as atividades básicas de vida diária e 62,5% consideraram sua saúde como regular, ruim ou muito ruim. A alta prevalência de dificuldade de locomoção, inclusive com muitos idosos restritos ao leito, alerta para a necessidade de intervenções preventivas antes da institucionalização e a minimização das complicações que estas condições podem trazer.

 

Adaptação transcultural do “Pelvic Girdle Questionnaire” (PGQ) para o Brasil

Luan César Ferreira Simões; Andrea Lemos; Luci Fuscaldi Teixeira-salmela; Elaine Lima Silva Wanderley; Raphaela Rodrigues de Barros; Glória Elisabeth Carneiro Laurentino

Pelvic Girdle Questionnaire (PGQ) possui boa confiabilidade teste-resteste, consistência interna e validade de construto. O instrumento é composto de 25 itens distribuídos em duas subescalas (atividades e sintomas). Objetivo: Adaptar transculturalmente para a população brasileira o “Pelvic Girdle Questionnaire” (PGQ). Método: O processo de adaptação transcultural ocorreu em 5 etapas: tradução, retrotradução, análise do comitê de especialistas, Estudo Delphi e pré-teste. Um Estudo Delphi foi adicionado ao processo para a submissão do instrumento à opinião de 17 fisioterapeutas especialistas de diversas regiões do país. Resultados: A partir dos resultados da tradução e retrotradução foi desenvolvida uma versão do PGQ sintetizada em português. Durante a etapa do comitê de especialistas não foram observadas diferenças semânticas entre a versão sintetizada quando comparada à original. Após consenso de mais de 80% dos especialistas do estudo Delphi, a versão do PGQ-Brasil foi aplicada na população-alvo durante o pré-teste. Sem mais alterações, a versão final do PGQ-Brasil foi concluída. Conclusão: O PGQ-Brasil demosntrou-se bem adaptado para a realidade cultural da população brasileira, acrescentando-se, inclusive, o Estudo Delphi como ferramenta adicional para assegurar ainda mais a confiabilidade desse processo.

 

Avaliação da funcionalidade e qualidade de vida em pacientes críticos: série de casos

Jessica Rosa Vargas Wiethan; Janice Cristina Soares; Juliana Alves Souza

A hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), geralmente resulta em declínio funcional e da qualidade de vida. Riscos de sequelas a longo prazo decorrem de fatores relacionados a doença, tratamento realizado e repouso no leito. Objetivo: Avaliar a funcionalidade e qualidade de vida de pacientes que realizaram fisioterapia durante a internação na UTI e correlacionar essas variáveis após 30 dias de alta. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo, do tipo série de casos com 15 pacientes. Avaliou-se a funcionalidade pela Medida de Independência Funcional-MIF (antes da UTI, após alta e após 30 dias) e a qualidade de vida pelo questionário SF-36 (após 30 dias). Resultados: A média de idade da amostra foi de 43,20±16,92 anos, predominaram causas de internação neurológicas, o tempo de ventilação mecânica foi de 14(9-14) dias e de UTI 15,80±7,16 dias, todos pacientes apresentaram complicações durante a internação. A avaliação de funcionalidade mostrou que antes da UTI os indivíduos possuíam nível de independência completa a modificada (MIF=126), após a alta houve um declínio para dependência modificada (MIF=48) e após 30 dias houve melhora da funcionalidade, mas ainda compreendendo dependência modificada (MIF=92). Os domínios de funcionalidade autocuidado, mobilidade e locomoção tiveram maiores alterações após a UTI e uma melhora significativa aos 30 dias, controle de esfíncteres, comunicação e cognição social tiveram menores alterações após a UTI e nos 30 dias seguintes os valores se aproximaram aos prévios. A qualidade de vida foi afetada no decorrer de 30 dias, o que foi observado pelos baixos escores em todos os domínios, quando comparados ao valor total que poderia ser alcançado e os domínios mais comprometidos foram capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor e aspectos sociais. Ao correlacionar os domínios da MIF e SF-36, destacaram-se principalmente as correlações positivas entre os domínios controle de esfíncteres, locomoção e mobilidade (funcionalidade) e capacidade funcional (qualidade de vida). Conclusão: A internação em UTI afetou negativamente a funcionalidade, principalmente na alta imediata. Após 30 dias, houve uma melhora, o que em partes, pode-se atribuir à fisioterapia, já que todos os pacientes receberam este tipo de tratamento durante a estadia na UTI e grande parte deles continuou a realizar após a alta. Entretanto, alguns déficits ainda permaneceram, comprometendo também, a qualidade de vida.

 

Estoma intestinal em pacientes com lesão medular: revisão sistemática da literatura

Ednalda Maria Franck; Carmem Mariana Ferreira; Cristina Carvalho da Silva; Ana Cristina Mancussi e Faro; Diana Lima Villela de Castro; Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos

O intestino neurogênico devido a lesão medular pode ser tratado através de métodos conservadores e não conservador (cirúrgico). O objetivo deste estudo foi buscar evidências sobre quais são as indicações e resultados do uso do estoma intestinal para o manejo da disfunção intestinal em pacientes com lesão medular. Trata-se de um estudo de revisão sistemática nas bases de dados COCHRANE, CINAHL, EMBASE, PUBMED e LILACS até setembro de 2015. De um total de 2158 artigos encontrados, 13 artigos constituíram a amostra do estudo e mostraram que os pacientes estavam satisfeitos com o manejo intestinal, após a confecção do estoma, trazendo melhoria na qualidade de vida.

 

Perfil social do paciente amputado em processo de reabilitação

Laís Batista de Lima; Viviane Duarte Correia; Arlete Camargo de Melo Salimene

Pensar no paciente amputado perpassa por necessidades que vão para além de sua reabilitação física. Enquanto processo integral, a reabilitação conta com a presença do (a) Assistente Social que se faz indispensável ao longo do tratamento, como forma de oferecer ferramentas que favoreçam a viabilização do gradativo processo de inclusão social frente à nova situação adquirida. Objetivo: Buscou-se através do presente estudo traçar o perfil social do paciente amputado atendido na internação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação/IMREA, da cidade de São Paulo/SP. Métodos: Trata-se de pesquisa retrospectiva; quantitativa no que se refere à compilação de dados e, qualitativa, enquanto uma análise com base na perspectiva materialista dialética. Para o desenvolvimento do presente estudo foi realizado um recorte do período de novembro de 2014 a julho de 2015 para análise dos prontuários. Resultados: Foram levantados dados oriundos do protocolo institucional de Avaliação Social, instrumento técnico-operativo do profissional, tais quais: idade; sexo; estado civil; renda per capita; região de procedência; grau de escolaridade; benefício previdenciário e se já teve acesso a tratamento de reabilitação em outro local. Conclusão: Esse trabalho traz a importância do profissional de Serviço Social enquanto parte integrante da equipe interdisciplinar para o processo de reabilitação do paciente amputado, contribuindo assim para um conhecimento do indivíduo em sua totalidade.

 

Efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento do ombro e no mapa termográfico de idosas submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama

Débora Melissa Petry; Gesilani Julia da Silva Honório; Keyla dos Santos; Saionara dos Santos; Clarissa Medeiros da Luz; Soraia Cristina Tonon da Luz; Marina Palú

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e clinicamente, as mulheres idosas apresentam um processo de reabilitação mais difícil. Objetivo: Avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento (ADM) do ombro e no mapa termográfico de idosas em pós-operatório de tratamento do câncer de mama. Métodos: Participaram 10 idosas, submetidas a tratamento cirúrgico para câncer de mama. A avaliação foi feita antes e após a intervenção através do goniômetro, para medidas de ADM, e da câmera termográfica Eletrophysics PV320T, para identificação da temperatura da região torácica. Utilizou-se o teste Wilcoxon e a correlação de Spearman, com nível de significância de 0,05. Resultados: As pacientes apresentaram melhora significativa da amplitude de todos os movimentos do membro comprometido, exceto a rotação interna. Ao comparar os valores de temperatura da avaliação com a reavaliação, houve um aumento da temperatura das regiões torácicas, sendo significativos apenas os valores da mama preservada. Ao comparar a temperatura da região preservada com a comprometida na avaliação, houve diferença significativa, já na reavaliação, ocorreu uma aproximação destes valores. A correlação entre o aumento de temperatura e ADM foi significativa para adução de ambos os membros e rotação interna do membro preservado, na avaliação. Conclusão: A intervenção garantiu resolução ou diminuição das alterações apresentadas no exame físico, melhora da ADM, aumento da temperatura das regiões torácicas, e correlação entre aumento da temperatura e ADM de adução bilateral e rotação interna do membro preservado na avaliação inicial.

 

Avaliação da força muscular respiratória e capacidade funcional em pacientes com fibrose cística

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Adriele Mascarenhas Araujo; Anna Lúcia Lima Diniz da Silva; Valdívia Alves de Sousa; Mansueto Gomes Neto; Micheli Bernadone Saquetto

Objetivo: Correlacionar a força muscular respiratória e a capacidade funcional em pacientes com FC. Métodos: Estudo transversal em adultos com fibrose cística. Os dados amostrais foram catalogados no Microsoft Office Excel 2007 e as variáveis analisadas pelo SPSS versão 20.0 através do teste t de Student e do coeficiente de Spearman. O nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes com fibrose cística (44,6 ± 19,0 anos), grande parte dos pacientes de FC (n=26) não apresentaram fraqueza da musculatura inspiratória (PImáx -90,7 ± 27,4 cmH2O). Não foi encontrada estatística significativa apenas entre os pacientes adultos e idosos. Houve correlação positiva entre PImáx, PEmáx e teste de caminhada de 6 minutos (TC6) nos participantes com fraqueza muscular respiratória e nos idosos. Houve diferença estatisticamente significativa entre as médias da distância percorrida no TC6 e das pressões respiratórias máximas com a média do que foi previsto para estas variáveis. Conclusão: Todos os grupos apresentaram limitação da força respiratória e da capacidade funcional. As correlações entre as pressões respiratórias com o TC6 foram baixas e pequenas nos adultos e indivíduos sem fraqueza muscular respiratória; moderadas à alta nos idosos; pequenas à moderada nas mulheres; pequenas e negativas nos homens; e, altas naqueles com fraqueza muscular respiratória. 

 

Equilíbrio e ajuste postural antecipatório em idosos caidores: efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia

Patricia Martins Franciulli; Gislene Gomes da Silva; Aline Bigongiari; Márcia Barbanera; Semaan El Razi Neto; Luis Mochizuki

O envelhecimento provoca uma série de alterações no controle motor do indivíduo e consequentemente nos ajustes posturais. Objetivo: Comparar o efeito da reabilitação virtual e cinesioterapia em idosos caidores no equilíbrio e no ajuste postural antecipatório dos músculos agonistas e antagonistas da articulação do tornozelo. Métodos: Participaram 24 idosos que foram alocados em dois grupos: 12 participantes no grupo reabilitação virtual e 12 participantes no grupo cinesioterapia. O protocolo foi realizado durante seis semanas, sendo duas sessões por semana. No grupo reabilitação virtual foi utilizado o console Xbox 360 comkinect e o jogo Your Shape Fitness Evolved. No grupo cinesioterapia foram realizados exercícios de equilíbrio e propriocepção. Resultados: Ambos os grupos apresentaram maior pontuação na escala de equilíbrio de Berg após a intervenção. Houve diminuição da ativação do músculo tibial anterior direito no alcance funcional após a intervenção realizada, e aumento da ativação músculo gastrocnêmio lateral direito na flexão de tronco após o treinamento. Não encontrou-se diferenças na ativação muscular entre os dois tipos de intervenção. Conclusão: Os protocolos cinesioterapia e reabilitação virtual foram eficazes na melhora do equilíbrio e na capacidade funcional de idosos caidores, não havendo diferenças entre os dois tipos de intervenção.

 

A força muscular corrigida pela massa corporal é um preditor melhor da baixa função física do que a força muscular absoluta em mulheres na pós-menopausa

Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Marcelo Augusto da Silva Carneiro; Paulo Ricardo Prado Nunes; Erick Prado de Oliveira; Fábio Lera Orsatti

Objetivo: Investigar as contribuições preditivas e diagnósticas da força muscular (FM) e da razão da força muscular pela massa corporal (FM/MC) na função física de mulheres na pós-menopausa (MP). Métodos: este estudo transversal descritivo avaliou 49 MP sedentários (61,7 ± 7,9 anos). O peso corporal e a altura foram medidos com uma balança digital e um estadiômetro com uma escala fixa, respectivamente. A força muscular foi determinada utilizando um dinamômetro manual. Os valores das mãos (esquerda e direita) foram somados. A função física foi avaliada usando os testes de caminhada de seis minutos e short physical performance battery (SPPB) e um questionário de qualidade de vida (SF-36). Obteve-se uma medida composta da função física pela soma do Z escores (x-μ / σ) de cada avaliação individual (testes e questionário da função física) para fornecer um índice global da função física. Resultados: As análises de regressão linear indicaram que o melhor preditor da função física foi FM/MC [Beta do Z escore = 0,91 ± 0,07 (EP)] quando comparada a FM [Beta do Z escore= 0,59 ± 0,13 (EP)]. Os valores da curva ROC indicaram que a medida mais acurada da função física (P = 0,026) foi FM/MC [AUC = 0,91 ± 0,04 (EP)] quando comparada a FM [AUC = 0,75 ± 0,08 (SE)]. Conclusão: A força muscular corrigida pela massa corporal é um preditor melhor da baixa função física do que a força muscular absoluta em mulheres na pós-menopausa.

 

Adaptação transcultural do ABILOCO: uma medida de habilidade de locomoção, específica para indivíduos pós Acidente Vascular Encefálico

Patrick Roberto Avelino; Iza Faria-fortini; Marluce Lopes Basílio; Kênia Kiefer Parreiras de Menezes; Lívia de Castro Magalhães; Luci Fuscaldi Teixeira-salmela

O ABILOCO, específico para adultos pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), é um questionário para avaliação de habilidade de locomoção. Para sua aplicação na população brasileira, é necessário que seja realizada a sua adaptação transcultural. Objetivo: Realizar a adaptação transcultural do ABILOCO para uso no Brasil. Métodos: O processo de adaptação transcultural seguiu diretrizes padronizadas, sendo realizado em cinco etapas: tradução, retrotradução, síntese das traduções, avaliação pelo comitê de especialistas e teste da versão pré-final. A versão pré-final foi aplicada em 10 indivíduos pós- AVE, que responderam ao questionário e foram indagados sobre como interpretaram cada item. Resultados: O processo de adaptação transcultural seguiu todas as recomendações propostas, sendo necessários apenas acréscimos em dois itens, para possibilitar melhor compreensão. Resultados satisfatórios foram obtidos no teste da versão pré-final, uma vez que não houve nenhum problema quanto à redação e clareza dos itens ou ao objetivo do questionário. Conclusão: A versão final do ABILOCO, denominada ABILOCO-Brasil, demonstrou satisfatório grau de equivalência semântica, conceitual e cultural para uso em contextos clínicos e de pesquisa no Brasil. Estudos futuros devem ser conduzi¬dos para dar continuidade ao processo de validação do questionário.

 

Forças de reação ao solo durante a marcha de pacientes com linfedema de membro inferior

Isabel Forner-cordero; Fabianne Furtado; Juan Cervera-deval; Arturo Forner-cordero

Embora distúrbios associados à marcha tem sido relacionados a pacientes com linfedema de membro inferior (LMI), a documentação das alterações no padrão da marcha (PM) não é feita de rotina. Em estudo preliminar, nós observamos que pacientes com LMI mostraram PM anormal o que pode ocasionar complicações biomecânicas como osteoartrite ou quedas, afetando diretamente a qualidade de vida. A análise do PM permite uma avaliação objetiva e é uma ferramenta útil para o seguimento desses pacientes na reabilitação. Objetivo: Analisar a força de reação ao solo (FRS) durante a marcha em pacientes com LMI. Método: Estudo experimental descritivo foi realizado com 23 pacientes portadores de LMI, uni ou bilateral, classificado como moderado ou grave. Em todos os sujeitos ambos os membros inferiores foram testados. Os pacientes caminharam sobre a plataforma de força e tiveram as componentes vertical, médio lateral (ML) e anteroposterior (AP) da FRS gravadas e analisadas. Resultados: Os pacientes dos grupos de linfedema unilateral, moderado e grave, apresentaram componente vertical da FRS semelhante a de adultos saudáveis. A componente ML da FRS foi menor no lado não afetado. Entretanto, nos pacientes com linfedema bilateral a velocidade da marcha foi significantemente reduzida. Curiosamente, o padrão da componente vertical da FRS mostrou-se aplainado, não caracterizando o típico padrão de dois picos. Finalmente, a maior componente ML da FRS sugere problemas de estabilidade da marcha. Conclusão: Os pacientes mostraram um padrão anormal da FRS, incluindo compensação do membro não-afetado. A variabilidade da FRS foi maior nos pacientes com linfedema unilateral grave. Linfedemas bilaterais geram menor componente de força AP. A duração da fase de apoio foi maior em pacientes com linfedemas bilaterais e graves.

 

Fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das academias da terceira idade

Daniel Vicentini de Oliveira; Maria do Carmo Correia de Lima; Luana Caroline Contessoto; Jean Carlos Cremonez; Mateus Dias Antunes; José Roberto Andrade do Nascimento Júnior

Objetivo: Analisar os fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das Academias da Terceira Idade (ATIs). Métodos: Participaram 115 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 67,5 anos (±6,42), usuários das ATIs. Foi utilizado um questionário sócio demográfico e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Resultados: A análise dos resultados foi realizada mediante abordagem de estatística descritiva e inferencial por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, com cálculo dos odds ratios brutos, análise de regressão logística binária, utilizando-se análise hierarquizada e um modelo final de regressão com cálculo dos odds ratios ajustado. Foi encontrada associação significativa do nível de atividade física com o sexo (p=0,004), nível de escolaridade (p=0,048), percepção de saúde (p = 0,046) e com a importância do exercício para a saúde (p < 0,001). Ressalta-se que a mulheres apresentaram um fator de proteção de 0,262, ou seja, possuem 73,8% de chance a mais de serem ativas/muito ativas em comparação aos homens. Além disso, os idosos que possuem percepção de saúde boa/muito boa e que consideram o exercício como importante para a saúde apresentaram um fator de proteção de 0,276 e 0,097, respectivamente. Conclusão: Diante dos resultados obtidos, conclui-se o sexo feminino, a alta escolaridade, a percepção de boa saúde e o conhecimento da importância do exercício para a saúde estiveram associados ao nível ativo/muito ativo de atividades física nas ATIs.

 

Grau de incapacidade física na população idosa afetada pela hanseníase no estado da Bahia, Brasil

Carlos Dornels Freire de Souza; Tania Rita Moreno de Oliveira Fernandes; Thais Silva Matos; José Maurício Ribeiro Filho; Grayce Kelly Alencar de Almeida; Jefferson César Bezerra Lima; Adriana Rodrigues Sousa Santos; Bruna Ângela Antonelli; Denilson José de Oliveira

Objetivo: Analisar o grau de incapacidade física na população idosa afetada pela hanseníase no estado da Bahia, entre 2001 e 2012. Métodos: Os dados referentes aos casos de hanseníase foram obtidos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Variáveis analisadas: sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, classificação clínica e operacional, grau de incapacidade física no diagnóstico e na alta. Foram calculados indicadores epidemiológicos relacionados à incapacidade física. Resultados: A hanseníase apresenta elevada magnitude na população idosa, com coeficiente de detecção de casos novos superior ao da população geral, situando-se em nível hiperendêmico. Quanto ao perfil epidemiológico da hanseníase em idosos, destaca-se: homens, faixa etária 60 a 69 anos, raça branca, baixa escolaridade, forma clínica dimorfa e classificação operacional multibacilar. 36,25% dos casos diagnosticados apresentavam incapacidade física no momento do diagnóstico, com destaque para o gênero masculino. Conclusão: A elevada proporção de indivíduos com incapacidades físicas no momento do diagnóstico sugere diagnóstico tardio e prevalência oculta da doença, sobretudo em indivíduos do gênero masculino.

 

Análise do desenvolvimento psicomotor e nível de atividade física de crianças em atividades físicas extracurriculares 

Maria Tereza Artero Prado; Thais Massetti; Deborah Cristina Gonçalves Luiz Fernani; Caroline Mariana Albertin Veríssimo; Maelis de Souza Romanini; Talita Dias da Silva; Mayra Priscila Boscolo Alvarez; Carlos Bandeira de Mello Monteiro

Objetivo:Avaliar o desenvolvimento psicomotor nas áreas de habilidades motoras globais, equilíbrio e estrutura corporal e nível de atividade extracurricular escolar. Método: A amostra foi constituída por 30 indivíduos de ambos os sexos de 6 a 10 anos de idade, divididos em dois grupos: Grupo Extracurricular Ativo e Grupo Extracurricular Sedentário. A coleta de dados incluiu a caracterização dos sujeitos, os dados antropométricos e os testes Development Scale Motor e a versão curta do IPAQ. As variáveis ​​foram expressas em frequências e proporções, sendo o teste de Shapiro-Wilk utilizado e o teste t de Student para determinar a significância estatística. Quanto aos dados não normais, utilizou-se o teste de Mann Whitney, que foi considerado estatisticamente significativo p <0,05. Resultados: Mostraram que a classificação de IMC / idade de ambos os grupos foi eutrófica (53,3%) e o restante (46,6%) apresentou sobrepeso. O grupo sedentário apresentou melhores resultados no desenvolvimento motor global, e o grupo ativo no esquema do equilíbrio e do corpo. Conclusão: As crianças que realizam atividade extracurricular apresentaram melhor desenvolvimento de equilíbrio e estrutura corporal, quando comparadas com aquelas que não o fizeram.          

 

Modelo de reabilitação hospitalar após acidente vascular cerebral em país em desenvolvimento

Thais Raquel Martin Filippo; Fabio Marcon Alfieri; Christiane Riedi Daniel; Daniel Rubio de Souza; Linamara Rizzo Battistella

Os serviços de reabilitação intensiva para os sobreviventes de acidente vascular cerebral (AVC) com tratamento padronizado são desejáveis porque esses programas de reabilitação contribuem para a melhoria funcional em contextos com menos recursos. Objetivo: Verificar se o programa de reabilitação hospitalar contribui para a melhora da funcionalidade em indivíduos com sequela de AVC. Método: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo dos primeiros (2009-2010) e últimos 100 (2014-2015) pacientes neurológicos consecutivos admitidos na Rede de Reabilitação Lucy Montoro (Unidade Morumbi). Para esta análise, os pacientes foram analisados no dia da admissão e no dia de alta, utilizando a Escala de Rankin modificada (mRS). Para a comparação dos resultados foi utilizado o teste t para amostras independentes. A análise intragrupal com base no mRS foi realizada com o teste não paramétrico de Wilcoxon. Por outro lado, a análise intergrupos utilizou o teste não paramétrico de Mann-Whitney. O nível de significância para todos os testes estatísticos foi p <0,05. Os resultados funcionais ≤ 3 na alta foram considerados favoráveis. Resultados: As Pontuações de Rankin modificadas (mRS) foram avaliadas imediatamente antes do início das terapias e na alta dos pacientes. O escore mRS mediano na admissão foi de 4 e 3 no momento da alta (p=0,0001), após 4 a 6 semanas no programa de AVC para ambos os grupos. Conclusão: O modelo de admissão em um serviço de reabilitação hospitalar que inclui terapias multidisciplinares promove ganhos funcionais em indivíduos com sequelas de AVC e ressalta-se que esses ganhos são obtidos em um curto espaço de tempo.

 

Relação entre força e ativação da musculatura glútea e a estabilização dinâmica do joelho: revisão sistemática da literatura

Lucas Martins de Morais; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

O joelho recebe, absorve e dissipa importante parte das forças impostas por atividades diárias, como marcha, subir e descer degraus e saltos. Dada a grande demanda imposta a esta articulação, as disfunções no joelho são muito comuns. A capacidade para responder a esta demanda parece estar relacionada com as funções da musculatura do quadril, que parece ter um papel importante nas características biomecânicas, dentre elas a estabilidade dinâmica, da articulação do joelho. Objetivo: Realizar revisão sistemática da literatura para apontar as possíveis características e ações da musculatura glútea relacionadas com a estabilização dinâmica do joelho e investigar a eficácia de programas de intervenção direcionados à musculatura glútea na melhora de desfechos funcionais ou sintomatológicos relacionados à disfunções na articulação do joelho. Métodos: Revisão sistemática desenvolvida de acordo com o protocolo PRISMA (Preferred Report Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). Foram realizadas buscas nas bases de dados eletrônicas MEDLINE, SCIELO, COCHRANE, LILACS e PEDro, conforme estratégia de busca dada pela combinação de termos referentes ao assunto da pesquisa. Critérios de inclusão: estudos publicados até março de 2016, amostra de indivíduos com idade entre 18 e 60 anos, sem restrição de idioma de publicação, ter envolvido a avaliação ou o tratamento de alguma característica da musculatura do quadril relacionando à estabilização dinâmica do joelho. Resultados: Dos 109 estudos encontrados, onze foram incluídos por atenderem aos critérios de inclusão. Destes, oito (73%) foram do tipo observacional exploratório e três (27%) ensaio clínico aleatorizado (ECA) (5≤PEDro≤8). Todos os ECA incluíram adultos jovens, do sexo feminino, com síndrome da dor femoropatelar e avaliaram o músculo glúteo médio. Segundo os resultados da maioria dos estudos, os músculos glúteos apresentam relação com a manutenção do alinhamento do membro inferior no plano frontal, reduzindo o valgo dinâmico em atividades funcionais, sendo mais importante a magnitude da ativação muscular do que o tempo desta ativação. Os ECA evidenciaram a importância de se intervir no fortalecimento da musculatura glútea em programas de reabilitação do joelho: em indivíduos sintomáticos com síndrome da dor femoropatelar houve melhora funcional e sintomatológica significativa após este tipo de intervenção, que foi realizada associada ao tratamento convencional no joelho ou tronco. Conclusão: A magnitude de ativação e a força muscular dos músculos glúteos têm papel importante na estabilidade dinâmica do joelho. Intervenções nestas musculaturas, associadas ao tratamento convencional, são eficazes para melhora de desfechos funcionais e sintomatológicos relacionados à articulação do joelho. 

 

Eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular em idosos: revisão sistemática de literatura

Gesylâine Marques Luiz; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

O envelhecimento populacional mundial vem sendo muito discutido na última década. China, Japão e países da Europa e da América do Norte já convivem há muito tempo com um grande contingente de idosos e com todos os problemas associados a este processo de envelhecimento. Porém, a população idosa brasileira, mais especificamente a feminina, vem crescendo de forma acelerada: o processo de envelhecimento no Brasil está ocorrendo em um curto período de tempo. Com o envelhecimento, é comum a perda da massa muscular esquelética como um todo. O comprometimento da força muscular no indivíduo idoso é evidente, uma vez que a perda de fibras do tipo II é maior do que do tipo I. Entretanto, a perda de fibras musculares do tipo I também ocorre durante o envelhecimento e, portanto, características relacionadas a este tipo de fibra, como a resistência muscular, também devem ser consideradas pelos profissionais da área da saúde. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura para determinar a eficácia de programas de intervenção na melhora da resistência muscular em idosos. O objetivo secundário foi avaliar a eficácia destes programas na melhora de outros desfechos funcionais e de saúde nesta população. Método: Revisão sistemática de literatura elaborada conforme o protocolo Prisma (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses), com buscas nas bases de dados MEDLINE, PEDro, LILACS e SCIELO, utilizando-se estratégia de busca específica envolvendo descritores relacionados a idoso e resistência muscular. Foram incluídos estudos publicados em português e inglês, do tipo quase-experimental (QE) ou ensaio clinico aleatorizado (ECA), que envolveram idosos e abordaram a musculatura esquelética de membros inferiores, superiores ou tronco, e que avaliaram a eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular. Resultados: Foi encontrado um total de 133 estudos com a busca eletrônica. Destes, apenas 13 atenderam aos critérios de inclusão, sendo 7 ECA e 6 QE. A média da pontuação obtida pelos ECA na escala PEDro foi de 5,57, enquanto a média obtida pelos QE na escala TREND foi de 18,57. Dentre os sete ECA, todos foram classificados como tendo adequada qualidade metodológica. Conclusão: Segundo os resultados da maioria dos estudos incluídos, os programas de intervenções elaborados seguindo as características específicas do conceito de resistência muscular são eficazes para melhora da resistência muscular e de outros desfechos de funcionalidade e de saúde de idosos saudáveis. São necessários mais estudos que investiguem a eficácia de intervenções direcionadas para a melhora da resistência muscular de idosos que apresentam alguma condição de saúde associada ou incapacidade específica. 

 

Fisioterapia nos pacientes politraumatizados graves: modelo de assistência terapêutica

Cauê Padovani; Janete Maria da Silva; Clarice Tanaka

Objetivo: Conhecendo-se o alto grau de complexidade que o paciente politraumatizado representa à equipe multiprofissional na elaboração e execução do seu plano assistencial na unidade de terapia intensiva (UTI), aliado à carência de evidencias sobre o tema, o presente estudo sugere um modelo de assistência fisioterapêutica precoce aos pacientes críticos politraumatizados com base na experiência clínica dos últimos anos. Métodos: O modelo foi elaborado a partir das práticas verificadas nos registros de 6388 sessões de fisioterapia realizadas em 198 pacientes internados entre dezembro de 2009 e setembro de 2011 em UTI especializada em politrauma. As atividades/cuidados foram inseridas no modelo após aprovadas em discussão com a equipe multiprofissional. Todos os pacientes atendidos tinham idade igual ou maior que 18 anos e eram vítimas de trauma grave de acordo com o Injury Severity Score (ISS). Resultados: O modelo proposto foi estruturado de forma que as atividades/cuidados da assistência fisioterapêutica fossem organizadas de acordo com a região corpórea lesada do paciente (traumatismo cranioencefálico, fraturas de face, fraturas de coluna, trauma torácico, trauma abdominal, fratura de pelve e fraturas de extremidades). A rotina da unidade apregoava discussões diárias com a equipe médica para se conhecer as particularidades de cada caso clínico, estabelecer meta terapêutica e traçar o programa de reabilitação. Conclusão: O modelo proposto se tornou rotina e consolidou a atuação fisioterapêutica na respectiva unidade assistencial. A equipe de fisioterapia passou a atuar 24 horas por dia. O modelo possibilitou padronização da assistência fisioterapêutica e maior segurança para o paciente politraumatizado grave.

 

Hiperalgesia secundária na lombalgia crônica inespecífica 

Karoline Mayara de Aquiles Bernardo; Fabio Marcon Alfieri

Objetivo: A hiperalgesia secundária pode estar presente na lombalgia crônica inespecífica. O estudo comparou o limiar de tolerância de dor à pressão (LTDP) nos músculos paravertebrais lombares e torácicos em indivíduos com lombalgia crônica inespecífica correlacionando-as com a incapacidade, mobilidade funcional, idade e índice de massa corporal. Método: Trata-se de um estudo transversal no qual participam indivíduos de ambos os sexos diagnosticados com lombalgia crônica não específica, com idade entre 18 a 65 anos, possuindo dor de intensidade moderada a grave e com o tempo de dor de ≥ 12 semanas. Os voluntários foram avaliados em relação a intensidade da dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA), incapacidade pelo questionário Roland Morris, mobilidade funcional pelo teste Timed Up and Go e limiar de tolerância de à dor à pressão (LTDP) pela algometria. Foram usados o teste t e feita Correlação de Pearson para análise dos dados que foi feita no programa Graph Pad Instat. Resultados: Participaram do estudo, 50 indivíduos (53,75±13,65 anos) e quando comparados os valores de LTDP entre a região torácica e lombar não foi verificada diferença significativa (p=0,19). Foi observada correlação moderada apenas entre o LTDP lombar e torácica (r=0,65). Outras correlações embora algumas significantes, todas foram fracas. Conclusão: Os dados deste estudo permitem concluir que provavelmente indivíduos com lombalgia crônica apresentam hiperalgesia secundária, pois os indivíduos apresentaram valores semelhantes entre o LTDP lombares e torácicas, além de apresentar correlação significante entre estas duas medidas.

 

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