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A hidroginástica como meio para manutenção da qualidade de vida e saúde do idoso

Hydrogymnastics as a means for the maintenance of the elderly's quality of life and health

Clarissa Stefani Teixeira; Érico Felden Pereira; Angela Garcia Rossi

Acta Fisiátr.2007;14(4):226-232

Evidências científicas apontam para os importantes benefícios da prática de atividades físicas para os idosos, considerando sua mobilidade, saúde física e mental e qualidade de vida. A hidroginástica tem sido apontada como uma alternativa para inserção dos idosos nas práticas corporais e para a promoção de um estilo de vida mais ativo e saudável, mas, que, ainda carece de maiores investigações sobre seu real efeito sobre a saúde e a qualidade de vida dessa população e principalmente, metodologias de trabalho para esse fim. Desta forma, esta pesquisa bibliográfica objetivou realizar uma busca de estudos sobre hidroginástica para a terceira idade, discutindo e apresentando seus resultados, buscando relações com a promoção da saúde e qualidade de vida dessa população. As leituras nos permitiram vislumbrar que a hidroginástica favorece o desenvolvimento de algumas importantes qualidades físicas como resistência cardiorrespiratória, força e flexibilidade. Como qualquer outra forma de exercitação, deve ser praticada de forma contínua, principalmente, considerando indivíduos na terceira idade e pode também ser unida a atividades de relaxamento e recreação. As relações da prática da hidroginástica com a saúde dos idosos nos estudos analisados consideraram principalmente o desempenho em testes motores o que remete a necessidade de estudos que analisem também as repercussões dessas práticas sobre a qualidade de vida enquanto uma percepção de bem estar dos idosos.

Palavras-chave: motor activity, aging, quality of life

 

Capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do bairro Viveiros do município de Feira de Santana, Bahia

Functional capacity of elderly people attending the Family Health Program at Viveiros, Feira de Santana, Bahia

Priscilla Oliveira Santos; Ivana Soares da Silva; Menilde Araújo Silva

Acta Fisiátr.2012;19(4):233-236

Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e o idoso vai deixando de realizar atividades básicas de vida, diminuindo assim sua capacidade funcional que é dimensionada em termos de habilidade e independência para realizar determinadas atividades diárias.
OBJETIVO: Verificar o nível de capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do Bairro Viveiros do município de Feira de Santana-BA.
MÉTODO: Este estudo é uma pesquisa de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 34 idosos de ambos os sexos, com idade acima de 75 anos. Foi realizado visita domiciliar a cada idoso para aplicação de três tipos de testes: Índice de Barthel, Índice de Lawton e o Mini Exame do Estado Mental.
RESULTADOS: Os resultados encontrados demonstram que 54,5% dos idosos avaliados apresentaram-se como independentes para o Índice de Barthel, 51,5% são totalmente dependentes para o Índice de Lowton e 87,9% apresentam algum tipo de déficit cognitivo para o Mini Exame do Estado Mental.
CONCLUSÃO: É importante que os profissionais que atuam em Programas de Saúde da Família atentem para as condições de saúde do idoso, planejando a assistência de acordo com suas reais necessidades. Esperamos que outros pesquisadores se interessem pelo tema proposto, com o objetivo de ampliar pesquisas nesta área do conhecimento, que encontram-se escassas, para que o idoso receba mais atenção e orientações, ampliando a oferta de serviços e programas disponíveis.

Palavras-chave: atividades cotidianas, envelhecimento, idoso fragilizado, programa saúde da família

 

Controle postural no envelhecimento: um estudo comparativo entre Brasil e Espanha

Postural control in aging: a comparative study among Brazil and Spain

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Maria Àngels Abril Carreres; Linamara Rizzo Battistella; Roser Garreta Figuera

Acta Fisiátr.2009;16(4):203-205

O envelhecimento traz consigo alterações nos sistemas sensoriais e músculo-esquelético, que juntos alteram o controle postural dos idosos. O objetivo deste estudo foi o de verificar e comparar o controle postural de idosos da cidade de São Paulo - Brasil, com idosos que vivem em Terrassa (Barcelona)- Espanha. Participaram da pesquisa, 36 idosos brasileiros (69,61±5,3 anos) e 33 idosos espanhóis (69,72±4,6 anos) considerados saudáveis, recrutados a partir de dois serviços de reabilitação. Os voluntários realizaram avaliações pertinentes ao controle postural por meio do teste Timed up and go e bateria de testes de Guralnik. Os dados foram analisados por meio do teste t e os resultados mostram que os grupos são semelhantes quanto a idade e a composição corporal, porém o grupo do Brasil apresentou melhores resultados nas duas avaliações realizadas quando comparado com o grupo da Espanha. Concluise que os indivíduos brasileiros deste estudo apresentaram melhor desempenho na realização dos testes sobre controle postural.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Envelhecimento da População, Grupos Étnicos

 

Declínio relacionado a idade sobre a taxa de desenvolvimento de força e o efeito do treinamento com pesos em idosas

Age-related decline on rate of force development and the effect of resistance training in older women

Bruna Helena Valeriano Barboza; André Luiz Demantova Gurjão; José Claudio Jambassi Filho; Raquel Gonçalves; Sebastião Gobbi

Acta Fisiátr.2009;16(1):4-9

O presente estudo teve como objetivos: a) examinar as diferenças relacionadas a idade sobre o comportamento da taxa de desenvolvimento de força (TDF) obtida em diferentes instantes de tempo e TDF pico (TDFP) para os flexores de cotovelo e b) verificar o efeito do treinamento com pesos (TP) sobre essas variáveis em mulheres idosas. Para as análises transversais 40 mulheres foram separadas em grupo idosas (GI; 64,9 ± 5,5 anos; n=20) e grupo jovens (GJ; 20,7 ± 2,3 anos; n=20). Para verificar o efeito do TP o GI foi separado em grupo treinamento (GT; n=8) e grupo controle (GC; n=10). A TDF pico (TDFP) foi determinada como a inclinação mais íngreme da curva para os primeiros 200ms relativos ao início da contração. Os valores de TDF para os intervalos de tempo de 0-50; 0-100; 0-150 e 0-200 ms também foram obtidos. O protocolo de TP foi executado durante oito semanas consecutivas, com três sessões semanais, intensidade entre 10-12 repetições máximas e moderada velocidade de execução. Adultas idosas apresentaram menores TDF (entre -33,2 e -24,3%) e TDFP (-36,3%) quando comparadas as Jovens. Embora o TP tenha levado ao aumento das diferentes TDF entre 7,5 e 18,5%, interação Grupo vs. Tempo significativa foi observada apenas para a TDF entre 0 e 150ms. Em conclusão, o processo de envelhecimento pode comprometer negativamente a capacidade de realizar força muscular rapidamente. Uma rotina de TP caracterizada por moderada velocidade de execução, não leva a incrementos significativos nas diferentes TDF em idosas previamente ativas.

Palavras-chave: força muscular, envelhecimento, levantamento de peso

 

Elaboração, aplicação e avaliação de um programa de ensino de adaptação ao meio aquático para idosos

Design, application and assessment of an educational pool-therapy adaptation program for the elderly

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2007;14(3):170-175

Este artigo apresenta um programa de ensino, elaborado especificamente para este estudo, com quatro sessões, visando o aprendizado de habilidades que garantam independência motora (adaptação ao meio aquático) durante a imersão para pessoas idosas. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento da intervenção hidroterapêutica, devido ao receio apresentado por estas pessoas para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. Foram sujeitos deste estudo 18 mulheres, com idade entre 65 e 70 anos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pelo pesquisador e por um observador independente, e foi atribuído as notas 1, 2, e 3 para cada atividade motora. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca.

Palavras-chave: hidroterapia, envelhecimento, educação especial, educação em saúde

 

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